31 maio 2011

ACABAMENTO


Acabamento

Por Marco A. de Araújo Bueno

Despediu-se em definitivo; pedra em cima, tomou-se de rumo.Voltou apenas para dizer do relativo do gesto, da insuficiência da linguagem e que, sobre a lapidação da pedra, a propósito, mudara de provedor e etc.; ah, também que o etecétera era provisório e que o contrário de "rumo" poderia ser “amor” mas era "omur" mesmo.


30 maio 2011

CONCURSO DE INDRISOS -CATEGORIA ESTRANGEIROS

ENTREVISTADO ISIDRO ITURAT. POR ISABEL FURINI. DE CHALEIRA, BLOGUE COLETIVO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA. BRASIL. MAYO DE 2011 (IDIOMA ORIGINAL: PORTUGUÉS).


Nuestro entrevistado es el poeta y educador español Isidro Iturat, creador de la modalidad poética indriso. Nuestro interés está en saber un poco más sobre el indriso, objeto de concurso literario aquí, en De Chaleira.


1°) ¿Cuándo y cómo nació el indriso?

La idea del indriso nació en el 2001, cuando yo aún vivía en Madrid. Se dio en un momento en que estaba meditando sobre el soneto, cuando visualicé mentalmente las estrofas de la figura clásica condensándose desde el patrón 4-4-3-3 al 3-3-1-1. Y poco tiempo después ya escribí el primer poema, Luna menguante.

2°) ¿Cuáles son las características del indriso?

En su definición básica, el indriso es un poema compuesto de dos tercetos y dos estrofas de verso único (3-3-1-1), que admite cualquier tipo de rima y medida en sus versos, incluyendo el verso libre y el verso blanco. Después, presenta una serie de variantes basadas en las diferentes posibilidades de combinación entre las estrofas. Así, el total de éstas sería:
3-3-1-1: Indriso o indriso en sístole.
1-1-3-3: Indriso en diástole.
3-1-3-1: Indriso de dos sístoles.
1-3-1-3: Indriso de dos diástoles.
3-1-1-3: Indriso en sístole interna.
1-3-3-1: Indriso en diástole interna.


3º) ¿Cómo distinguir los movimientos internos del indriso, la diástole y la sístole?

La idea de “sístole” viene asociada a un movimiento de contracción y “diástole” a un movimiento de expansión (la terminología es la misma que describe los dos movimientos del corazón). Estas palabras, entonces, describen los movimientos del discurso producidos por las transiciones entre tercetos y estrofas de verso único. Así, la transición del terceto para la estrofa de verso único se interpreta como “sístole”, contracción del discurso, y la de la estrofa de verso único para el terceto como “diástole”, expansión del discurso.


4º) La antología de indrisos que estás organizando con motivo del décimo aniversario de la nueva modalidad poética, ¿tendrá indrisos en cuántas lenguas?

Por ahora en nueve, entre ellas el portugués.


5°) ¿Cuál fue tu propósito a la hora de crear el indriso?

Lo cierto es que propósito no hubo, porque se trató una operación espontánea producida por la imaginación. No hubo una voluntad consciente de innovar o de crear nada, fue más como cuando un botánico descubre una nueva planta. Pero algunos propósitos conscientes vinieron, sí, después del descubrimiento: explorar las posibilidades expresivas de la nueva “herramienta” de creación, ejercitar ritmos, recursos, conceptos, o divertirme simplemente.


6º) ¿Cuáles son las características más importantes para que un indriso sea considerado técnicamente correcto?

Apenas estar formado por dos tercetos y dos estrofas de verso único, con la colocación de las estrofas que el autor desee.




29 maio 2011

A DAMA AZUL

A DAMA AZUL

Por
Talita Oliveira


Dama Azul
reze uma prece
um Pai Nosso distante
uma Ave Maria cansada

Aqui sua sombra se esquece
e na lembrança, permanece.

28 maio 2011

CORRA-CORRA.CON [PORRA!]

R.Magritte


CONCURSOS LITERARIOS:

Por Marco A.de Araújo Bueno


FONTE:
http://www.gargantadaserpente.com/encanta/concursos.shtml


31.05 - Premio LeYa 2011

01.06 - 12º Concurso Nacional de Contos Josue Guimaraes
01.07 - Concurso FC do B - Ficcao Cientifica Brasileira
08.07 - 10º Concurso Brasileiro de Haicai Infanto-juvenil 2011
30.09 - XVIII Concurso Nacional de Poesias 2011
30.11 - VII Premio Literario Valdeck Almeida de Jesus - Cronicas

{CONCURSO DE INDRISOS DO DE CHALEIRA -VIDE EDITAIS}


27 maio 2011

ISIDRO, PAI DO INDRISO - BREVE ENTREVISTA

FOTO - Alexandre Toresan

ENTREVISTANDO ISIDRO ITURAT

Por Isabel Furuni

Nosso entrevistado é o poeta e educador espanhol Isidro Iturat, criador da modalidade poética indriso. O nosso interesse é conhecer um pouco mais do indriso, objeto de Concurso literário aqui no De Chaleira.

1°) Quando e como nasceu o “indriso”?

A ideia do indriso nasceu em 2001, quando eu ainda morava em Madri. Foi em um momento em que meditava sobre o soneto, quando visualizei mentalmente as estrofes da figura clássica condensando-se desde o padrão 4-4-3-3 para o 3-3-1-1 e pouco tempo depois já escrevi o primeiro poema, Luna menguante.

2°) Quais são as características do indriso?

Em sua definição básica, o indriso é um poema composto de dois tercetos e dois monósticos (3-3-1-1), que admite qualquer tipo de rima e medida nos seus versos, inclusive o verso livre e o verso branco. Depois, apresenta uma série de variantes baseadas nas diferentes possibilidades de combinação entre as estrofes. Assim, o total delas seria:

3-3-1-1: Indriso ou indriso em sístole.

1-1-3-3: Indriso em diástole.

3-1-3-1: Indriso de duas sístoles.

1-3-1-3: Indriso de duas diástoles.

3-1-1-3: Indriso em sístole interna.

1-3-3-1: Indriso em diástole interna.

3º) Como distinguir os movimentos internos do indriso, a diástole e a sístole?

“Sístole” vem associada a um movimento de contração e “diástole” a um movimento de expansão (a terminologia é a mesma que descreve os dois movimentos do coração). Estas palavras, então, descrevem os movimentos do discurso produzidos pelas transições entre tercetos e monósticos. Assim, a transição do terceto para o monóstico é interpretado como “sístole”, contração do discurso, e a do monóstico para o terceto como “diástole”, expansão do discurso.

4º) O livro de indrisos que você está organizando com motivo dos 10 anos da nova modalidade poética, terá indrisos em quantas línguas?

Por enquanto, em nove línguas, dentre elas o português.

5°) Qual foi o seu propósito ao criar o indriso?

Na verdade, não houve propósito, porque foi uma operação espontânea produzida pela imaginação. Não houve uma vontade consciente de inovar ou de criar nada. Foi como quando um botânico descobre uma nova planta. Mas alguns propósitos conscientes vieram depois do descobrimento: explorar as possibilidades expressivas da nova “ferramenta” de criação, exercitar ritmos, recursos, conceitos ou simplesmente me divertir.

6º) Quais são as características mais importantes para que um indriso seja considerado tecnicamente correto?

Apenas estar composto por dois tercetos e dois monósticos, com a distribuição estrófica dos mesmos que o autor desejar.




26 maio 2011

O ESCRITOR, ESSE ESTRANHO -ROTOSCÓPIO


ROTOSCÓPIO

Por Antônio d'Alemar

{ PREENCHA OS ESPAÇOS ABAIXO COM ESCRITORES }

O ESCRITOR, ESSE ESTRANHO

http://3.bp.blogspot.com/-_beqOqGRY7Q/Td7EoWFp2SI/AAAAAAAAATQ/XAiOjZl852U/s320/Kafka3.jpg
http://4.bp.blogspot.com/-soBjm1uNsWA/Td7HpTfe1QI/AAAAAAAAATw/A0o4uw1QmfY/s320/Ran%2BCharan%2B1.jpghttp://4.bp.blogspot.com/-XNzU5vhGGnw/Td7EV_4YFUI/AAAAAAAAATI/asefuBBdmNc/s320/Adelia0005.JPGhttp://4.bp.blogspot.com/-J3vx40P9PhU/Td7HxC_7tUI/AAAAAAAAAT4/Q3P3reWetv8/s320/garcia.jpg





http://1.bp.blogspot.com/-8B5PjDk3OnA/Td7G6hGa33I/AAAAAAAAATo/bE_t5wdICrY/s320/Miguel.JPG


http://2.bp.blogspot.com/-ZqBOVjPZB_w/Td7E8W40RlI/AAAAAAAAATY/o9mJj3SyJUU/s320/Claudio%2BDaniel.jpghttp://3.bp.blogspot.com/-WXGDCjm9Dds/Td7FLZYNfdI/AAAAAAAAATg/735H2RGe0Q0/s320/Marco%2B2.JPG
http://3.bp.blogspot.com/-P-AJpXWdGl0/Td7H3FrmJPI/AAAAAAAAAUA/iuRg1jyBRb4/s320/Clarice.jpg











O ESCRITOR, ESSE ESTRANHO





























Alguns acham que escritores são seres estranhos. Solitários, reflexivos, diferentes... O talento é inato. A natureza outorga ou não. Como as velhas fórmulas mágicas que as bruxas utilizavam em seus caldeirões - o dom e a técnica são os componentes primordiais que necessitam amalgamar-se para dar nascimento a esse estranho ser chamado escritor. Esse ser que tem um pouco de anjo e um pouco de demônio. Porque os escritores, todos eles, não importa seu tamanho, nem sua estatura - física e mental - são perigosos.

Um escritor é visto sempre como alguém diferente, como um inovador, um criador de casos, um questionador, um desobediente, um sonhador, um louco com idéias perigosas.Aos olhos do público, até o menor dos escritores - até um liliputiense - tem a coragem de querer deixar suas pegadas no mundo. Parafraseando Platão, podemos afirmar que o escritor "quer ser mais ser".

(Crônica de Isabel Furini publicada no Bonde).



25 maio 2011

OS FIOS SOLTOS DA NOSSA MALDADE



OS FIOS SOLTOS DA NOSSA MALDADE

Por Cecilia Prada

“Cada um está só no coração da terra/ Transpassado por um raio de sol./ E de repente é noite.”- Salvatore Quasímodo

Capinzal. Palavras ditas a meio, não ditas – malditas. Algumas, as que seriam bem-ditas, riscadas para sempre em irrupção de medo. A maldição da incompletude, pela vida afora – no final da existência o inventário de coisas iniciadas, abortadas, as coisas que poderiam ter sido. E que só ficaram no uivo do lamento irremediável. E sobre as quais lançamos, assustados, o manto do silenciamento. Morremos: de silêncio. De palavras engasgadas, de gestos não-feitos, das pequeninas covardias de nosso cotidiano encardido.

Nos bosquejos, tristes pegadas deixaremos (Diários? Sim, é claro. E nós todos, homens ou mulheres, embrulhando na madrugada insone nosso despedaçado ser) – o testemunho de toda nossa abjeta covardia. Onde encontraremos escritas, anos muito mais tarde, palavras que por comodidade –ou defensiva esperteza? – tiramos de uma canção de Elton John e lançamos ao éter, para que no sem-mais se inscrevessem, esperando ser entendidas – redescobertas,talvez, no fundo trevoso de alguma garrafa lançada ao oceano (tarde demais!) : “Parece que sempre falta um detalhe, uma palavra, uma nota, para acabar o que nem começou...”

Viramos as costas a nós mesmos. De medo de ver nosso próprio rosto sem a máscara – mas há sempre um poeta de plantão, vivo ou morto, como aquele que é uma Pessoa, e que partilha em fervor muito humano nossa desolação: “...Quando quis tirar a máscara,/ Estava pegada à cara./ Quando a tirei e me vi ao espelho,/ Já tinha envelhecido./ Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado”.


Related Posts with Thumbnails