FOTO - Por Ju Ramasini
22 agosto 2011
CAMPINAS, VINTE DE AGOSTO DE 2011
FOTO - Por Ju Ramasini
21 agosto 2011
ÚLTIMA PARADA : MUSEU DO ESQUELETO
- Saia da frente, Ingedore! - gritou Shelly, dando um encontrão violento em mim. Tudo para chegar ao ao corredor conhecido como "Park Jurassic III" - que mala.
- Uaaaaaaaaau! - tinha um esqueleto de tiranossauro rex bem à minha frente.
- É-É ma-maneiro... - completou Murilinho, ao meu lado.
- Ahhhhhhhhhh!
- O que foi, Pâmela? - perguntei.
- Diga! - disse Murilinho.
Putz grilo! Pâmela estava branca igual o gasparzinho. O que tem de errado?
- O ti-ti-ti-tiranossauro se-se me-me-mexeu!! - ela gritou. Esse tiranossauro era o maior desse corredor.
- M-Mentira! - eu bati de frente. Olhava ela por sobre os ombros.
- É-É-É-É a-a p-p-pura ve-verdade! - ela não parava de apontar o dedo para o fim do corredor.
Eu e Murilinho seguimos a Pâmela com o olhar. Quase caímos pra trás ao topar com todos os esqueletos vivos, com muita fome.
20 agosto 2011
A ÁRVORE DA VIDA

19 agosto 2011
CHRÔNICAS DO ANNO BOM - II
17 agosto 2011
DEMÔNIOS INSONES NA MADRUGADA
Desenho: Por Felipe StefaniDEMÔNIOS INSONES NA MADRUGADA
Por Cecilia Prada
Ter demônios tão tardiamente, ora. Mais: gostar deles, redespertos, na manhã inesperada. Saudá-los como a velhos conhecidos, amigos – o diabinho da inquietação na juventude, demon, espírito, eis, está de volta, finalmente: e eu não tenho medo dele. Me ressuscito em chamas: escrevo.Estou cara-a-cara comigo, inevitável este confronto, sei agora quanto o adiei, quantas coisas interpus entre nós dois no percurso longo da vivência, os trancos e barrancos de nossa conversa descontinuada – pelos percalços e contingências, pó dos anos, entulho acumulado, enfim: circunstâncias.
Eu sabia que este momento chegaria – e que novidade, não o desejei sempre? diz a verdade, Cecília, desde aquele momento não-lembrado mas acontecido com certeza, em que fizeste uma escolha - ou, quem sabe, já vim "escolhida" de outras vivências? - pois aos catorze anos eu dizia "eu queria viver em uma casa de paredes caiadas, com estantes enormes cheias de livros, até o teto, escrevendo." E assim estás agora, te restaram – e ainda bem – algumas paredes brancas, as estantes de livros, tua essência, escritora, tua vivência.
Teu demônio das madrugadas.
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Se a gente não perder o apoio de coisas concretas (pontos, fios...) não se perderá - vê, no teu caos há pequenas marcas, pontos de luz, correntezas de ar para te guiarem, indícios, algas marítimas, gaivotas, se forem, e até: escolhos - a pedra no meio do caminho. É só avançar, pelas trevas, às apalpadelas, mas de olhos, sentidos, todos alertas, espevitados como quando tinhas doze anos, narinas frementes, à procura da vida.
Quem procura, acha.
Então, ser escritor é isso mesmo: o que percebe todas as espinhas e espinhos, os carocinhos, as pintinhas e os espirros, da realidade - e sabe descrevê-los. O homem comum só tem a “realidade” que lhe foi dada, ou imposta - não se preocupa em pensá-la, em interrogá-la. O escritor é o guia, aquele que avisa, “cuidado, não vá tropeçar na pedra” – embora viva, ele próprio, tropeçando.
Essa, a nossa missão.
16 agosto 2011
O DIA DUM CÃO

O DIA DUM CÃO
O cão da arma tensionado reluzindo na testa da moça – falou, morreu! Na saidinha do banco, sol de almoço, desengatilhar demora mais. No qual cantinho de zíper lá dentro estava o cheque de trezentos? Ali, artérias rufavam em pontas de dedo com bastonetes metálicos, canetelhas e chaves mais alicatezinhos com dipirona, abafados por cotonetes e protetores de calçinha – Reia tudo no chão, retardada!
O cão está solto no feirão de seminovos. Parachoques na cor, direção e ar, tunada essa bichinha!E ela pode ser sua hoje mesmo que tu passou no vestibular da unicoisa e tal. Sol de almoço, pensar demora mais. O ronco do acelerador? Quer ver, escuta! Terninho pra foto 3X4, bronze da piscina do clube, cabelo de máquina três. Pensô.. de noite, no esquenta do posto, a vodiquinha trincando, o pinto engomado. E amanhã é sabadão, cabeça!
Mas ela, sobrevivida, trabalhava e tinha pressa. A fera (domingão tem Mônaco, circuito de rua; sol de almoço) só com pressa de arrancar. Faixa de pedestre é que nem servidor que cai – arabescos horizontais, maçaroca de gentes-; sempre tem uma retardada! Sunga por baixo, sonzera de rodeio e o tunado tinindo. Tudo ainda por acontecer num já-acontecido estatístico de gaveta funda. E tu, leitor – não tira o olho dessa bunda!