Por Rafael Noris
nada o leva embora
quando acordo
o pesadelo ainda me devora
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10 junho 2013
27 maio 2013
25 março 2013
14 maio 2012
06 fevereiro 2012
ESCAVANDO TERCETOS
Por Rafael Noris
ser poeta
é tirar de letra
monstros da gaveta
*****
Soldados,
é preciso fazer:
- Sentido!
*****
além de mim mesmo
nada vejo
senão a esmo.
é tirar de letra
monstros da gaveta
*****
Soldados,
é preciso fazer:
- Sentido!
*****
além de mim mesmo
nada vejo
senão a esmo.
12 dezembro 2011
HOMOMATOPEIA
Por Rafael Noris
PLAFT!
cai a taça
é preciso juntar
c d c q i h
a a a u n o
pra jogar no lixo
PLAFT!
cai o moço
é preciso varrer
c d c q i h
a a a u n o
pra baixo do tapete
PLAFT!
cai a taça
é preciso juntar
c d c q i h
a a a u n o
pra jogar no lixo
PLAFT!
cai o moço
é preciso varrer
c d c q i h
a a a u n o
pra baixo do tapete
07 novembro 2011
A MADRUGADA SEGUE
Por Rafael Noris
a casa a cama o peito e o vazio
no leito um corpo que não se ajusta
(a madrugada segue)
a cidade não dorme som de carros e tiros
acompanham os sussurros dos insones
(a madrugada segue)
o anseio pelo eterno mais humilde
um segundo de descanso no seio materno
(a madrugada segue)
e não sei se a quero acompanhar
a casa a cama o peito e o vazio
no leito um corpo que não se ajusta
(a madrugada segue)
a cidade não dorme som de carros e tiros
acompanham os sussurros dos insones
(a madrugada segue)
o anseio pelo eterno mais humilde
um segundo de descanso no seio materno
(a madrugada segue)
e não sei se a quero acompanhar
24 outubro 2011
14 agosto 2011
AOS PAIS LEITORES
Por Rafael Noris
Um filho é a maior obra que qualquer pessoa pode criar. Escrevo isso com um baita medo de acharem que estou sendo piegas ou careta, mas é o que acredito.
Obra aberta, feita e refeita a partir de cada leitura. De criador passamos a ser leitor, vamos tentando decifrar desde coisas básicas, como “será que é fome?”, até coisas complexas, como “o que ele quer dizer com esse ‘aaaaééén’?”.
Uma obra pós-moderna? Sei lá, mas nela convive o non-sense nas perguntas, a fantasia nas brincadeiras, o drama nos “nãos” que dizemos, o lógico da inocência, o escatológico do desfralde, a aventura em cada sumida, e o terror de acordar a noite e não encontrar os leitores fieis, enfim.
Como obra aberta, somos chamados a participar, é uma leitura cuidadosa e ativa. Cada palavra tem um motivo de estar ali, não tente pular parágrafos, cada frase dessa obra é excepcional. Você verá, quando chegar ao próximo capítulo, terá vontade de reler algumas partes.
Feliz Dia dos Pais pra quem escreve melhor a sua história ao ler a do filho. E um abraço para os colegas daqui que são pais.
ps: leiam um artigo que saiu na revista Vida Simples de maio: A grande criação.
11 julho 2011
04 abril 2011
UM POEMA CHEIO DE ME-TOQUES
Por Rafael Noris
como se fosse o objeto mais frágil
como se fosse o objeto mais raro
minhas mãos tocam as suas
mãos, pernas, costas e nuca
como se fosse o poema menos lido
como se fosse escrito para cegos
fecho os olhos e reviso
cada verso do seu corpo
como se fosse durar para sempre
como se fosse acabar daqui a pouco
eu curto cada segundo
pra alongar o nosso amor
como se fosse o objeto mais frágil
como se fosse o objeto mais raro
minhas mãos tocam as suas
mãos, pernas, costas e nuca
como se fosse o poema menos lido
como se fosse escrito para cegos
fecho os olhos e reviso
cada verso do seu corpo
como se fosse durar para sempre
como se fosse acabar daqui a pouco
eu curto cada segundo
pra alongar o nosso amor
28 fevereiro 2011
Vê SE NÃO ME ESTROVA
Por Rafael Noris
Não acredite que a Vida
já te bateu o suficiente;
Nem se fecha uma ferida,
e outra surge de repente.
Não acredite que a Vida
já te bateu o suficiente;
Nem se fecha uma ferida,
e outra surge de repente.
14 fevereiro 2011
RASCUNHOS DE MIM MESMO #5 FINAL
Por Rafael Noris
Todo dia elaboro um novo verso para meu poema
supondo que minha vida é poesia
na última estrofe que compus só tem seu nome
feridas abertas jorrando sangue e pus.
De um impulso nasce o outro
toda obra tem seu preço na amargura
todo parto é uma nova vida
um golpe da vida no queixo do Eterno.
Agoro começo um verso, noutra estrofe, noutro ritmo,
verso livre, branco, sem presunção,
passei na provação da dor, sou novo Homem,
até que o meu banco me condene à nova danação.
31 janeiro 2011
Rascunhos de mim mesmo #4
Por Rafael Noris
no espelho
meu rosto retrata o seu
no espelho
você se retrata
no espelho
no espelho
alguém não te esquece
no espelho
você reaparece...
com olhos murchos e sem nada a dizer...
no espelho
meu rosto retrata o seu
no espelho
você se retrata
no espelho
no espelho
alguém não te esquece
no espelho
você reaparece...
com olhos murchos e sem nada a dizer...
03 janeiro 2011
RASCUNHOS DE MIM MESMO - #2 e #3
Por Rafael Noris
RASCUNHOS DE MIM MESMO #02
Toda partida deixa um coração partido
Todo partido é cego e cego de amor
Espero um novo parto de mim mesmo.
Estou preso num útero já rompido.
********************************
RASCUNHOS DE MIM MESMO #03
Eu sei onde você está,
mas não sei o que pensa.
Por isso estou perdido,
por isso nem sei mais o que pensar...
RASCUNHOS DE MIM MESMO #02
Toda partida deixa um coração partido
Todo partido é cego e cego de amor
Espero um novo parto de mim mesmo.
Estou preso num útero já rompido.
********************************
RASCUNHOS DE MIM MESMO #03
Eu sei onde você está,
mas não sei o que pensa.
Por isso estou perdido,
por isso nem sei mais o que pensar...
20 dezembro 2010
Rascunhos de mim mesmo
Por Rafael Noris
Gole de cerveja
trago de cigarro
um pensamento que seja
no qual disparo meu escarro...
Ainda assim...
Ainda assim...
Um erro que faço
um beijo forçado
sigo seus desvios, seus passos,
no final sai tudo errado...
Ainda assim...
Ainda assim...
Rota dividida
risco que não apaga
uma última partida
que luto pra não acabar...
Ainda assim...
Ainda assim...
Gole de cerveja
trago de cigarro
um pensamento que seja
no qual disparo meu escarro...
Ainda assim...
Ainda assim...
Um erro que faço
um beijo forçado
sigo seus desvios, seus passos,
no final sai tudo errado...
Ainda assim...
Ainda assim...
Rota dividida
risco que não apaga
uma última partida
que luto pra não acabar...
Ainda assim...
Ainda assim...
06 dezembro 2010
Tanca de amor
Poderia escrever
por séculos e séculos
poemas de amor
em seu lento despertar
caberiam milhares deles...
Não sabe o que é tanca? Veja a apresentação sobre esta forma poética japonesa.
Poema publicado originalmente no blog Hai Kais.
por séculos e séculos
poemas de amor
em seu lento despertar
caberiam milhares deles...
Não sabe o que é tanca? Veja a apresentação sobre esta forma poética japonesa.
Poema publicado originalmente no blog Hai Kais.
22 novembro 2010
POEMATERNIDADE
Por Rafael Noris
Meu poema com muito esforço
sai feinho, cara de joelho;
Letras a menos, um troço
triste, o qual me assemelho.
Meu poema com muito esforço
sai feinho, cara de joelho;
Letras a menos, um troço
triste, o qual me assemelho.
08 novembro 2010
11 outubro 2010
Apresentação do Tanca
Segue abaixo uma apresentação que fiz para meu blog Hai Kais sobre a história do tanca, um estilo de poesia oriental BEM anterior ao haicai.
Espero que gostem ;-)
Esta não é uma pesquisa finalizada: aceito sugestões, críticas e outras referências para tornar este material ainda mais completo.
Você pode fazer o download da apresentação clicando aqui.
Espero que gostem ;-)
Esta não é uma pesquisa finalizada: aceito sugestões, críticas e outras referências para tornar este material ainda mais completo.
Você pode fazer o download da apresentação clicando aqui.
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