LIMITES
Por Cecilia Prada
O poeta é ser de coisas certinhas:
linhas.
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Tenho ódio do poeta:
preguiçoso e lascivo,
avarento, ainda por cima -
economiza palavras,
lápis e papel,
arrima versos na parede da
esquerda
(como se fosse modesto, low-profile) ,
só para mascarar ambição que o faz
projetar-se despudoradamente até o fim da aléia almiscarada do jardim das
palavras tortas,
e ir se banqueteando, no escuro,
de emoções requintadas
(e roubadas - e roubadas! ).
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