Recentemente
descobri uma nova modalidade de filmes, os fanedits, http://fanedit.org/,
reedições de filmes famosos que desapontaram os fâs, ou até dos que não, para
aqueles que só queriam ver como ficava de outra maneira. Modalidade
popularizada pelo horror e trauma causado pelo prequel de Guerra nas Estrelas,
que rendeu dezenas de reedições.
A questão dos fanedits é simples,
por que jogar fora o que você mesmo pode consertar. Muitas ótimas idéias podem
ser destruidas pelos próprios diretores, ou como é de praxe pelos produtores.
Produzimos milhões de horas de material audio-visual que podem ser
materia-prima para muitas novas possibilidades.
Do
que assisti: uma reedição do filme True Romance, primeiro filme com roteiro do
Quentin Tarantino, que foi bagunçado pelo diretor contratado e pelos
produtores. Nessa versão, o filme segue minuciosamente o roteiro de Tarantino,
e temos um filme muito melhor, como deveria ter sido, um filme que nunca seria
lançado de outra forma. Vi duas reedições que combinavam as duas continuações
do Matrix - meu trauma pessoal. Uma tira toda trama de Zion, outra reestrutura
tudo numa nova versão. Nenhuma conseguiu salvar o que colocar dinheiro demais
nas mãos dos irmãos Wachowskis estragou. Porém, também encontrei uma versão de
1 minuto e meio, que é perfeita. http://youtu.be/zXETAXXv7xE
Assisti também uma reedição dos três
filmes de X-Men num só de 2 horas. O que também não salvou a falta de tato do
Bryan Singer em saber desenvolver mais de 3 personagens numa história de 10,
nem o fosso do terceiro.
E,
por fim, uma reedição separando o Labirinto do Fauno em dois. Vi esse filme
anos atrás no cinema, e sai de lá pensando "Uau, se eles não tivessem
enfiado uma história clichê barata de guerra civil espanhola no meio da parte
interessante do fauno, esse seria um ótimo filme!" Finalmente há essa
versão perfeita.
Não
cheguei a assistir, mas também li sobre séries de tv reeditadas como filmes,
com todo tipo de trama tapa buraco jogada fora.
Imaginem agora as possibilidades
dessas reedições caso a prática fosse mais difundida, caso não fossem as
restrições impostas por leis de direitos autorais corruptas impostas por
produtoras.
Um comentário:
A ideia é boa, mas seria mesmo necessária?
Fui pela imagem do Godfather achando que ia falar sobre ele.
Legal...
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