02 outubro 2012

E A TROLA A TROLAR A PROLE



  E A TROLA A TROLAR A PROLE

                                                                   Deca baseado no filme Louca Escapada



Aos daí - digam aos demais o que tenho dito deles

28 setembro 2012

VI...VER


Vi...ver


Viver, ver.. vi,... vi ..ver!
Em todos se clama pela vida
A todos alguém diz – Viva!
Afinal, por que tantos dizem
Outros tantos pensam

Existir está acima do sujeitar-se
A história lança-se, sem desculpas
Biografa, simplesmente...

Falas do afeto – perdido ou por encontrar
Pensas nas possibilidades

Abandones o modo de ser
Daquele que veio apenas para ver
Conduza a vida para além
E diga – Vim, vi e vivi!






23 setembro 2012

NEM TENTE



Por Regina Zamora


Não sou mulher
de pedir perdão,
porque nunca preciso...
Sou prudente com os corações,
não magoo e nem engano,
nunca entro pelo cano.
Não é a minha carinha,
muito menos,
é a roupa que me veste,
que me faz tão fértil!
São as minhas verdades,
que me seguram
nas minhas vontades.
Não sou apenas aparência,
sou sabedoria e inteligência.
Consigo enxergar tudo,
principalmente,
os inconsequentes...doentes!
Não deturpem a minha mente,
nem tente!


22 setembro 2012

TUDO O QUE CABE NUM BREVE ACENAR





Um aceno pode ser um olá disfarçado de adeus ou um adeus disfarçado de olá. Alguém passando as mãos no vidro embaçado de uma chuvosa janela. Um aceno pode vir de um manequim por detrás da vitrine, de um busto de político ou mesmo do Cristo crucificado a abençoar a culpa eterna de seus devotos. Um aceno pode ser um gesto obsceno, a ameaça de um tapa, um pedido de graça ou um agradecimento pela benesse alcançada, a coreografia desarmada de uma criança ao contornar o arco-íris em imaginação e movimento. 

Um aceno pode vir do limpador de para-brisa, do flanelinha, do boneco do posto cheio de ar, do pedestre ao pedir para passar, educadamente, dos trabalhadores dando sinal para o ônibus parar. Um aceno pode ser confundido com um soerguimento da palma para proteger a face do sol ou mesmo com um sentido de soldado. - É um assalto! - Mãos ao alto! - Passa o celular! 

Um aceno pode ser Tai Chi Chuan, balé, louvor, karatê, anarriê, tchan-tchan-ran-ran-tchan-tchan. Pode vir de um torcedor iniciando a ola na arquibancada, de amigo pedindo a outro um HI-5, bate aqui, toca aqui, axé, aiatolá! Além do bracejar, um aceno pode ser feito com a cabeça, tirando-se o chapéu, cutucando de baixo da mesa. Um tchauzinho de miss ao ganhar troféu ou do Papa ao visitar outros países, deslizes de dedo dentro da brisa. 

Um aceno pode ser um palavrão em cultura diferente, um arsenal para portadores de ideias beligerantes, um balançar da Torre de Pisa. Pode ser um oceano cheio de golfinhos convidando ao mergulho ou um chacoalhar da pata de um urso dentro da jaula. Pode vir de um bom dia do vizinho, dar boa tarde ao porteiro, da boa noite antes de voltar à cama. Um aceno pode ser matemático, teorema e trama, vai depender do prisma, do cosseno e da tangente. Há de se calcular até as intenções da gente que gesticula através do olhar.
 

20 setembro 2012

SONETO A UMA RUA ONDE NADA ACONTECIA



(Bebedouro SP 20/09/2012 - Arredores da UNIFAFIBE)



Por Marcelo Finholdt


Toda vez que de longe escutava um ouvido
Logo alguém já dizia: É da rua esquisita!
Toda vez que um olor visitava a alma aflita
Logo alguém respirava: Enfim fez-se o sentido!

Toda vez que ventava o arrepio era tido
Logo alguém pressentia: Ah! Na pele bonita!
Toda vez que distante enxergava Lolita
Logo alguém se entregava: Ah! Saía polido!

Toda vez que o sabor da maçã era o gosto: 
Logo alguém desgostava; esquecia, sumia,
Logo alguém já voltava e provava no rosto.

Toda vez que Lolita assombrava essa via: 
Logo alguém misturava; aquecia-se exposto,
Logo alguém se borrava; esfriava e tremia.


19 setembro 2012

TÃO BREVE QUANTO O AGORA

Por Alvaro Posselt


Não cresceu com fermento
Para o pão ficar grande
usei lentes de aumento

***

A vida é um flash
entre quem está parado
e quem se mexe

***

a letra A tremeu na base
ao topar com outro A
teve uma crÀse


Poemas do livro Tão breve quanto o agora, a ser lançado no dia 06 de outubro,
Paço da Liberdade, Curitiba/PR.

18 setembro 2012

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