07 fevereiro 2012

VAGA - UMA EXPERIÊNCIA FUNDIDA (NEGATIVO DE "POSEIDON')






                               INFINITUM - V.II (Meu)



VAGA – *











Então não se fala mais no assunto e o que fodeu, fundido está. Como? Não compreende, não alcança a mecânica da coisa? Pois bem, sejamos profundos ainda mais, na sujidade dela. Pois ela não tinha balisas, critérios, fosse no que fosse. Um cata vento para os antecedentes, uma irresponsável frente às conseqüências. No início nem sabia do que se tratava, saltava alegrinha no vácuo. Mas sempre houvera quem a ancorasse nalguma gavetelha da moralidade vigente.Acabava por se fundir às versões dela, às ficcionalidades, compreende?


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* "Poseidon', nome de um texto ficcional da autora Paula Miasato, escrito quase que concomitante a este 'Vaga', em lugares distintos está no blogue da autora e no meu Festina Lente. Trata-se de um caso feliz de sincronicidade e/ou complementariedade na mais casual sintonia. A estrutura formal é quase idêntica!



5 comentários:

Anônimo disse...

Paula Miasato disse...
POSEIDON


Eu pedi pra que ela viesse. Relutante, ela veio. Sentou a minha frente. Me olhava sem dizer nada. Então eu disse "Vem..."e ela veio. Andava devagar, pés descalços, vestia pouca roupa. Eu insisti: "Vem!" e a ajudei, a incentivei com pequenos beijos em seus pés. Ela fechou os olhos e esse momento foi crucial. Lambi seus pés, dedo a dedo até o calcanhar e ela cedia, se atirando em minha direção. Lambi suas coxas brancas com vigor, mas nunca sem perder a delicadeza até lamber todo o seu sexo. Então ela se derramou em mim e eu a amei como nunca a havia amado. Gozamos e por fim, pude vê-la caminhando de volta, pernas bambas e brancas, meladas do nosso gozo.

Marco A.de Araújo Bueno disse...

[A Literatura está se movendo, e nós, suas pulgas, nos movemos com ela, crentes que ela obedece às nossas vontades.]Bráulio Tavares, sobre as vanguardas. Gratíssimo à colega Paula Miasato. No caso, não houve nenhum tipo de reporposing de textos, eles nasceram e seguem isolados. Mas houve uma sincronia que faz pensar numa espécie de Encontro, na acepção deleuziana da palavra.

Paula Miasato disse...

Caco, fiquei muito feliz com a publicação. Surreal a experiência, diria que coisa do além. Acaso que casa. Um beijo.

Guilherme Salla disse...

Hey, Doc! Vc não vai convidar a moça pra se juntar ao grupo?

Ela é fumante, sabia?

Marco A.de Araújo Bueno disse...

Pucha a vida!Paula e experiências limite!

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