Por Regina Zamora
Passou...
agora recomeça,
emoldura
todas as suas artes
e apresenta
de norte a sul,
de leste a oeste.
O ensaio
que agora é arte,
dedicado ao estilo,
para um estandarte
de um desfile de cores,
desenhados, já pintados,
no contorno,
ou retorno do seu tempo
que chegou para ficar
e se identificar
com o seu passado
que aqui está.
"Bóra"
levantar esta bandeira,
que era branca
e virou estandarte
de porta bandeira,
de tantas alegrias
contidas e precisas.
E precisas também desfilar
este começo
que nunca terá fim.
Mecena,
tu és a inspiração
de uma nova era,
leva ao que te trouxe,
expande o que o caminho
abre para o seu carinho,
tão colorido e tão florido.
Flores e cores,
sinta o aroma
da tua conquista.
Olha lá,
está logo à vista.
Publicado No Recanto das Letras
Código do texto: T2994829
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03 fevereiro 2013
20 janeiro 2013
TUDO OUTRA VEZ
Por Regina Zamora
Consola e desconsola
nosso singelo coração,
onde moram
todas as certezas
do sim e do não,
os sabores e dissabores
do que é ser humano,
às vezes constante,
às vezes, distante,
estruturados,
desestruturados,
amado, não amado.
Sangra...
o ar ventila, seca...
e nesse sangue pisado,
as lágrimas veem
e lavam nosso peito,
que, como em tudo,
nos dá o direito
a um recomeço.
Daí...começamos
tudo outra vez...
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T3027160
30 dezembro 2012
NEM SEMPRE DESTINO
NEM SEMPRE DESTINO
Por Regina Zamora
Procurou fixar a visão sobre as flores,
única, naquele jardim!
Que lhe envolve sob um prazer inestimável.
Elas, as rosas vermelhas, as preferidas,
perfumadas e de cor forte, sorte,
despetalar e soltar ao vento,
porque o que realmente importa
é estar ali, no seu mundo à parte,
completamente liberta, envolta
à mais completa indiferença
do mundo à sua volta,
pedindo ou apenas agradecendo
a presença do seu anjo, ele,
que lhe participa abrindo a luz do seu caminho...
Uma vontade cada vez mais necessária,
sua jornada...nem sempre destino.
09 dezembro 2012
ANJOS
Por Regina Zamora
Sou o Anjo Ônix...
minhas asas são negras
e me disfarço de ônio.
Sou meio trapaceira,
engano...sou faceira!
Passo um tempão
perdendo tempo...
corro disparando
sentimentos...
pensando, escrevendo,
pintando, bordando,
cantando, dançando,
representando
no meu dia a dia.
Olha só quem
me faz companhia...
o meu Anjo Margarida!
Não entendeu?
É que suas asas iluminam
nas cores branca e amarela...
sua essência é tão singela!
Brincamos até
de bem-me-quer e malmequer
dentro de um lindo jardim,
onde fica escondido,
aquele anjo divertido,
ele é mesmo intrometido,
mas sempre cuida de mim.
Quem?
O Anjo Querubim!
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T3025119
25 novembro 2012
WELCOME SCORPIONS
Por Regina Zamora
Amargo é o doce da sua boca,
que calo num beijo com mel,
para combinar com o seu fel.
Réu, somos escorpião,
tesão,fogo e paixão!
Até conseguirmos amar,
armar no porém.
E...com a certeza
de que será gostoso,
perderemos o sentido,
hum...delicioso!
Welcome scorpions,
na cama, na mesa,
com sabor e saber
de quero mais,
com sobremesa,
escancarados na mesa.
Daí...até na lama,
me chama e declama,
filosofando Dalai Lama
e então, diz que me ama?
Amo, também!
Razão despudorada,
me desarma bem armado,
vem, meu bem amado,
tarado e desconcentrado,
minha extensão...
é assim que te quero!
Vem a mais de cem...mil!
11 novembro 2012
JOGO DA VIDA
Por Regina Zamora
Faço um mosaico de mim...
não é nada fácil, sim.
Sou um quebra-cabeças
para muitos,
um jogo de memórias.
Assim começa a minha história...
uma riqueza,
um xadrez,
no meio,
uma dama.
Um peixe sem escama,
fora d'água, sem nadar
e que respira o seu próprio ar.
Uma vadia escancarada
na cama,
com um idiota vestindo
pijama.
Uma duquesa jogada
na mesa,
servida para sobremesa.
Sou fichas distribuídas
no tabuleiro de uma vida.
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2876726
Faço um mosaico de mim...
não é nada fácil, sim.
Sou um quebra-cabeças
para muitos,
um jogo de memórias.
Assim começa a minha história...
uma riqueza,
um xadrez,
no meio,
uma dama.
Um peixe sem escama,
fora d'água, sem nadar
e que respira o seu próprio ar.
Uma vadia escancarada
na cama,
com um idiota vestindo
pijama.
Uma duquesa jogada
na mesa,
servida para sobremesa.
Sou fichas distribuídas
no tabuleiro de uma vida.
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2876726
22 outubro 2012
VÍTIMA DO DIA
Por Regina Zamora
Tenho uma coleção de espelhos,
quebro um todos os dias...
De hora em hora,
a solidão me devora
até eu não conseguir
engolir as lágrimas,
em segundos...
(que lágrimas?)
Trava a minha garganta,
a saliva seca,
raspa de pigarros...
Andei engolindo cada "uma's"!
Não tolero nem mais o espelho,
meu objeto preferido, foi...
Não só porque me reflete,
mas é que gosto muito de brincar
com meus reflexos....
Hoje, que reflexos? Gostava!
Tenho uma coleção de espelhos,
quebro um todos os dias...
Agora, como me encarar?
Meu tempo está cansado,
nem tenho vontade de abrir os olhos,
muito menos a boca, melhor calar.
Bem, já que não consigo
tapar meus ouvidos,
nem destruir meus tímpanos,
continuarei ouvindo as lindas músicas,
que posso sentir
e chacoalhar meu esqueleto,
brincando de dançar...
Com meus olhos cerrados,
sonho que ainda sou feliz,
dançarei descalça,
me imaginando uma bailarina,
pisando em ovos...
mas antes, este espelho
na minha frente,
será a vítima do dia.
Tenho uma coleção de espelhos,
quebro um todos os dias...
De hora em hora,
a solidão me devora
até eu não conseguir
engolir as lágrimas,
em segundos...
(que lágrimas?)
Trava a minha garganta,
a saliva seca,
raspa de pigarros...
Andei engolindo cada "uma's"!
Não tolero nem mais o espelho,
meu objeto preferido, foi...
Não só porque me reflete,
mas é que gosto muito de brincar
com meus reflexos....
Hoje, que reflexos? Gostava!
Tenho uma coleção de espelhos,
quebro um todos os dias...
Agora, como me encarar?
Meu tempo está cansado,
nem tenho vontade de abrir os olhos,
muito menos a boca, melhor calar.
Bem, já que não consigo
tapar meus ouvidos,
nem destruir meus tímpanos,
continuarei ouvindo as lindas músicas,
que posso sentir
e chacoalhar meu esqueleto,
brincando de dançar...
Com meus olhos cerrados,
sonho que ainda sou feliz,
dançarei descalça,
me imaginando uma bailarina,
pisando em ovos...
mas antes, este espelho
na minha frente,
será a vítima do dia.
23 setembro 2012
NEM TENTE
Por Regina Zamora
Não sou mulher
de pedir perdão,
porque nunca preciso...
Sou prudente com os corações,
não magoo e nem engano,
nunca entro pelo cano.
Não é a minha carinha,
muito menos,
é a roupa que me veste,
que me faz tão fértil!
São as minhas verdades,
que me seguram
nas minhas vontades.
Não sou apenas aparência,
sou sabedoria e inteligência.
Consigo enxergar tudo,
principalmente,
os inconsequentes...doentes!
Não deturpem a minha mente,
nem tente!
de pedir perdão,
porque nunca preciso...
Sou prudente com os corações,
não magoo e nem engano,
nunca entro pelo cano.
Não é a minha carinha,
muito menos,
é a roupa que me veste,
que me faz tão fértil!
São as minhas verdades,
que me seguram
nas minhas vontades.
Não sou apenas aparência,
sou sabedoria e inteligência.
Consigo enxergar tudo,
principalmente,
os inconsequentes...doentes!
Não deturpem a minha mente,
nem tente!
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