02 junho 2012

VORAGEM



Armas, amarras mais que antes.
Amavas mais o mar que as próprias amantes.


Ancoradouro dourado de sóis.
Teus abraços eram distantes tais sonhos por sobre os lençóis.


Ácaros revisitavam teu sono de Ícaro, 
Enquanto as asas invisíveis viam-se, meio assim, de viés.


És as reveses esquecidas debaixo da cama,
Poeira, sêmen: lama.


Pés descalçados em busca do piso que não achas.
És frio, um abismo cheio de pausas...


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Um comentário:

Vilemar F. Costa disse...

Belíssimo e adorável poema excelsa poeta Paola.
Parabéns
Abçs,.
Vilemar

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