Por: Paola Benevides
Armas, amarras mais que antes.
Amavas mais o mar que as próprias amantes.
Ancoradouro dourado de sóis.
Teus abraços eram distantes tais sonhos por sobre os lençóis.
Ácaros revisitavam teu sono de Ícaro,
Enquanto as asas invisíveis viam-se, meio assim, de viés.
És as reveses esquecidas debaixo da cama,
Poeira, sêmen: lama.
Pés descalçados em busca do piso que não achas.
És frio, um abismo cheio de pausas...
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