18 março 2010

Ofélia I - da prosa para o mote e glosa.


Por Marcelo Finholdt

Mote

Fiquei logo sem defesa.
Em seus braços, no calor:
Vento trouxe a camponesa,
No trigal senti o olor...

Glosa

Cá nos campos, entre o trigo,
Sob o céu azul turquesa
Nosso natural abrigo,
Fiquei logo sem defesa.

Vento amável, amador!
Trouxe Ofélia p’ro meu lado,
Em seus braços, no calor,
Seu olor, um bom agrado.

Ah! Dourado era o lençol,
Vento trouxe a camponesa,
Tudo ardia sob o sol
E inundava a correnteza...

No trigal senti o olor...
Conheci então nobreza
Sob as vestes desse amor
Naveguei na natureza!

2 comentários:

Ray Finhöldt disse...

fugere urbem... básico e intrigante... um tanto curioso e etílico!

Paola Benevides disse...

Bucoólico.

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