17 agosto 2010

Vitrine da lembrança, reinvenção recorrente

Por Bia Pupin

Se o mundo fosse um espetáculo de circo. Essa metáfora poderia certamente distinguir as diferenças entre as pessoas, há aqueles que assistem e aqueles que protagonizam.

O espectador se diverte com o palhaço, assiste as acrobacias, se assusta com o picadeiro. Os protagonistas encantam serpentes, criam atmosferas performáticas, domam leões e ursos. Os lugares não são estáticos é um passe de mágica, e pronto, tudo está fora do lugar. É como se imaginar no carrossel subindo e descendo, se entristece, se alegra, se entristece, se alegra...E na vida não há mestre de cerimônia que seja suficiente.

Nada melhor que pão e circo, que trás lembranças tristes de infância, triste porque ficou só na lembrança, com gosto de maça do amor, com cores caiadas em bege e rosa.

A equilibrista, soturna e angustiada, extravasa o medo humano do precipício, mas linda bem lá no alto.


Renata abriu uma velha caixinha de música e sonhou.

2 comentários:

A Mina do cara! disse...

será que a equilibrista busca um equilíbrio?

gostei do texto!

Bia Pupin disse...

Talvez!

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