
ILUSTRAÇÃO: Por Alan Carline
PASPATU
Por Marco A. de Araújo Bueno
Para R. Magritte
E era uma festa linda, e bonitos
Seres se riam sem gargalhar;
Enterneciam-se de palavras ouvidas
Sem que ruidosas melancolices
Amaldiçoassem, na ira, o lugar.
E nunca olvidando do feltro
Prediluviano no olhar, filtravam
Entre frutas vermelhas,
Absintos mineralizados, cristais
De tâmaras e aves suaves demais,
A vermelhidão, assustada, de estar
Entre tantos demais convivas,
Sem se estilhaçarem, animais.
Animados de alma, não mais
Além de seus contornos-umbrais.
3 comentários:
Pôxa Marco!
Que poema forte, forte e sutil...
Que efeito você conseguiu!
Belíssimo!
Valeu meeesmo!
Abração
Marcelo Finholdt
Essa dupla anda infernal...
Como diria R. Magritte à J. Serra, isso não é um cachimbo, mas aquilo que carrega no fornilho... uma brasa, mora?
Saudades, garotos.
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