06 agosto 2011

AMOR DÁ ALÇADA



Com o coração ardendo, indo, vou tentar seguir o meu destino. 
Um desatino só esse desalinho com que penteio minha coragem.
É quando afagas meus cabelos que viro Sansão, Sã que não sou.
Dou margem a qualquer vento crespo ou alísio.
Mordendo suave, finco-te os dentes-de-leão.
No sopro que me quer a vida leve.
Se quiser me levar, avise para onde, esconde só todos os mapas.
Vem munido de canção, que eu componho rima aos montes.
Sina de querer melodia toda noite, mel ao centro da lua.
Comer as metades da laranja feito pão amadruguecido.
Há de se vir e de se ver muito ainda: hei de me ter com asas.
Hei de te ter com trevos, pousado no verde desse amadurecer.


2 comentários:

Cecilia Prada disse...

Paolinha, que reconforto, que bem-amanhecer lendo teu texto amoroso, mexendo com a gente. Parabens - pelo poema e pelo amor à vida.

Paola Benevides disse...

Cecília querida, sinto-me inflar de sóis por tamanha gratidão. Feliz demais por trazer positividades a todos.

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