11 fevereiro 2010

"CHÁ LETAL"

Por Marcelo Finholdt


Mote


Pensou tanto sobre a vida
Que acordou perante a morte.
Logo a foice deu partida;
Foi-se assim, pensou sem sorte...



Glosa


Pensou tanto sobre a vida:
Não agiu, buliu, tentou...
Comodismo da guarida
Logo a mente acomodou.

Insistiu em vil apelo,
Que acordou perante a morte...
Demasiado desmazelo
Nas fraquezas era forte.

Não sentia então saída
De seu belo e então castelo
Logo a foice deu partida:
Transformando-a em cogumelo.

Vil nobreza, fútil ida
Sob a terra, nova corte
Cogumelo? Decaída:
Foi-se assim, pensou sem sorte...

2 comentários:

Marco A.de Araújo Bueno disse...

Se comentasse esse "Chá Letal" estaria rasgando seda, o que não pega bem, assim, de público. Então façamos assim: copie e cole o que já rasguei de seda via MSN; fica mais impessoal e, caso desconfiem deste making-off de pura brodagem, este meu pré-comentário o isenta de qualquer de acusação de vitupério; certo-certíssimo?
Att

Marco A.de Araújo Bueno disse...

Aí tentei copiar/colar. Mas eu falava de 'reificação ritmica-percussiva na raiz do efeito encantatório.Para a rupestre singeleza de um Mote e Glosa seria a morte pro leitor que goza.Grato por achar a rádio Unesp FM pra mim. Meia noite, ansioso, ouvi o D'Ambrozio entrevistando, não a mim, mas Fábio Fernandes, da PUC-SP, colega da Neuromancer, cujo original do W.Gibson ele traduziu.

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