09 fevereiro 2010

LEITE DE PEDRA

Por C. Guilherme A. Salla




Eu disse:


- Lindos, seus seios.


Ela disse:


-Eu sei…


E não disse


Obrigada.


Eu não disse


Mais nada.

.

3 comentários:

Rafael Noris disse...

Ela foi embora ou o poeta a devorou? Ah, leitor, conclua sem ingenuidade, Guilherme é um escritor tão sem vergonha, tão arteiro. Imaginamos sempre o pior, o mais sujo, o mais imoral, o mais selvagem. Porque o somos e é mais satisfatório pensar assim hehe. Abraço!

Marco A.de Araújo Bueno disse...

Vejo nessa estrutura formal desse belíssimo poema a diferença crucial entre a condiçãi inequívoca de poema dele, em contraposição à prosa de um microconto.Há algo 'in absentia" que responde pelo efeito encantatório. Lembrou-me a 'fulana' do Drummond.Mas o eu lírico tem fixação na fase oral, o que permite ilações - seria um...fumante? Vide o Miopia pra entender. Brincadeira, quer dizer - bricadeira.

Marcelo Finholdt disse...

Poema maroto!

Parabéns, pois as pedras são durinhas mesmo! (risos)

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