01 março 2010

Sobre a paixão e outras dores

SOBRE A PAIXÃO E OUTRAS DORES
Por Rafael Noris


Deu-lhe um bofetão na cara. Um gemido.

- Quando deixou de me amar? perguntou, agora escondendo a face na palma das mãos, sem acreditar no que acontecia.

Então, enfiou a faca três vezes onde acredita ficar o rim dela.

Na quarta, pensou.

- Acho que ainda te amo.

Uma quinta, tão intensa.

2 comentários:

Marco A.de Araújo Bueno disse...

Ô crueza trevisânica, fora o pós-cubismo da ilustração. Precisamos localizar o grande artífice que, anterios ao próprio Dalton, nos 70's, escreve contos de meia página e só conseguimos ler três ou quatro de um fôlego, tal a condensação, o arrojo e a crueza. Falei com ele logo no retorno da Alemanha e o perco de vista!Colunistas - missão: encontremos o Luiz Eduardo Degrazia, pra ontem!

Paola Benevides disse...

Crimes passionais são um fascínio. A tua crueza me apetece. Dei uma risada alta aqui, meninos, macabramente. Mas antes tê-la acertado o rim que o órgão pulsante... Digo, o sexo. Ilustração hiperpotente!

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