18 outubro 2011

SMS

Marco, urdindo


SMS - SEM MENSAGEM, SEQUER

Por Marco A. de Araújo Bueno

Ao poeta e microcontista M.Finholdt


Enviar-te-ia 'mensagem de texto'; literária, sem devir-mensagem; sem nenhuma serventia.


[Microconto monofrásico de dez palavras urdido em 16/Outubro/2011 ; inédito]


6 comentários:

Anônimo disse...

A questão da Função da Literatura numa historieta brevíssima, mas com mesóclise, ponto-e-virgulas e tudo! De
onde vem o parâmetro das 10 palavras, afinal?

Rafael Noris disse...

E apaga-la-á por ser tão à toa? Ahhh...

Marco A.de Araújo Bueno disse...

Dez palavras foi apenas aproximativo que usei no doutorado,vide as seis,do Dinossauro de Monterroso.Aprendi:
1.Cortar potencializa e limite decimal ajuda;
2.Há peças maores e menores,como tudo na vida e
3.Quanto mais especializada uma banca acadêmica maior a 'miopia', mas isto é outra hestória.
Quanto ao Noris, se texto- mantê-lo-ia; se fast-food, comê-lo-ia

Cecilia Prada disse...

Touchée!!!

Anônimo disse...

Bem no espírito do Fragmentália, lipoaspirando as gorduras pra tudo ficar sequim(1).Em bom manoelês - "Uso as palavras para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão (...)"
In Memórias Inventadas, p. 47 ;2010 ed. Planeta

(1)Ref. ao autor citado em tweet de Homero Gomes.

Marcelo Finholdt disse...

Salve, salve!
Dom Cacone!

Grato pela homenagem em relação ao meu TCC acerca do minimalismo.
Percebo que a produção de micronarrativas esmera o escritor. Uma micronarrativa bem produzida tem brilho, um brilho semântico singular, inversamente proporcional 'a sintaxe reduzida.
Isto é mágico.
Estou nas teorias linguísticas (estruturalismo, gerativismo e funcionalismo), que ajuda valiosa é esta! Logo contarei com sua força também.

Um abraço e obrigado.
Marcelo FInholdt

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