Por: Paola Benevides

Ó, Lua! Pesa sobre mim tua redondeza como se eu fosse rua.
Deixa eu ser teu asfalto de mar iluminado por teu farol imenso.
Quero o ar suspenso, mitigar o fôlego num beijo entre-nuvem.
Seremos cúmplices do que for eclipsado.
Ó, Lua! Faz de meu espírito o teu sol de reflexos multicolores.
Prisma de maré a alternar mulher em seus ciclos com lobisomem.
Somem contigo aqueles pássaros que carregam meu peito no bico.
Dá tua cor a meu leite pasárgado.
Ó, Lua! Saia para jantar com a noite à luz de estrelas, velas de barco.
Navegue pelo vinho da saudade e me saúde com alguns versos.
Submersos no equilíbrio, tu e eu tão próximos, satélites aos saltos.
Serei tua Krakatoa nesse perigeu lunático!
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