20 fevereiro 2010

rés_SEIO




Por Paola Benevides (ilustração e texto)

Chega cedo ao alvo fácil em forma de ruído
Aos ouvidos criativos de enredo se grasna
O mais ledo engano atravessa travestido
Tal pato-pênis de borracha na banheira

Antes fosse imagem o mais surreal dos sentidos
Não faria diferença por também ser mensagem

Sinestesia anestésica
Não excita pelo excesso
Exceto o medo...

Quanto maior, mais tênue a curvatura para dentro
O si se contrai no espelho
Aborta o feto de tanto espremer o vermelho
Espermasturba prematura mãe

No seio pára...
Do mamilo sai a náusea: para o mundo.

4 comentários:

Marco A.de Araújo Bueno disse...

É...Felines movem-se por Dublin.
Digo mais tão logo saia, dessa fase oral. Prodigalidade que instaura hora a mais no final do horário de verão.Algo me fartará dessa lírica-paolada?

Marcelo Finholdt disse...

Desculpem-me é que a cachaça MINEIRA torna-me bem mais...
Seden-tô!

Marco A.de Araújo Bueno disse...

"O anarquista imagina uma sociedade na qual as relações mútuas seriam regidas não por leis ou por autoridades auto-impostas ou eleitas, mas por mútua concordância de todos os seus interesses e pela soma de usos e costumes sociais - não mobilizados por leis, pela rotina ou por supertições - mas em contínuo desenvolvimento, sofrendo reajustes para que pudessem satisfazer as exigências sempre crescentes de uma vida livre, estimulada pelos progressos da ciência, por novos inventos e pela evolução ininterrupta de ideias cada vez mais elevados. Não haveria, portanto, autoridades para governá-la. Nenhum homem governaria outro homem[...]"

Proudhon

"É proibido proibir!"

Caetano Veloso, enquanto vaiado por estudantes da Puc-SP, anos 70.

Rafael Noris disse...

Gostei mais do final, me parece mais implosivo, mais sufocante...

;)

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