19 setembro 2010

CHUVA

CHUVA

Por Cássia Janeiro

Há dias em que chove dentro de mim.
Não uma tempestade,
Mas uma garoa fina e fria que me
Toma de assalto.
Nesses dias a vida sofre para viver.
Nada pode ser feito,
Nada agasalha a alma doída,
Ao relento.
È antes uma névoa que me impede
A expressão,
Do que a ausência do que se pode
Expressar.
Em dias assim eu me recolho incompleta
E não me exponho ao sol,
Posto que seus raios não me penetram.
Em dias assim devo lembrar: isso passa.
Nesses dias, deixo-me chover e escoar

3 comentários:

Anônimo disse...

Ecoa-me,redundantemente,bebendo.
Às vezes.

Vilemar F. Costa disse...

Que belo poema.
Molhado de lirismo,
respingado de saudade e desejo...
Vilemar
http://viapoese.blogspot.com
http://sacodetextos.blogspot.com

Naiana Carvalho disse...

e só o que se pode fazer é deixar molhar.

que lindo, blog!

http://www.nexialista.com/

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